A implantação do novo sistema de bilhetagem eletrônica nos ônibus metropolitanos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, concluída em novembro de 2024, marcou uma mudança importante na forma como o passageiro se relaciona com o transporte público.
Entre as novidades trazidas pela nova plataforma, uma das mais relevantes foi a biometria facial para validação das gratuidades, criada para dar mais segurança ao sistema, tornar o embarque mais rápido, confiável e reforçar o uso correto dos benefícios.
A tecnologia é utilizada exclusivamente pelos passageiros que têm direito à gratuidade (idosos, PCDs, etc.). Isso significa que o reconhecimento não é exigido para os demais usuários pagantes, que seguem utilizando normalmente seus cartões no novo sistema.
Na prática, a biometria facial funciona como uma camada adicional de conferência da identidade do usuário com o benefício do passe livre. Os passageiros desse grupo são cadastrados por foto, o que permite a integração da validação facial ao modelo de bilhetagem.
A mudança fez parte de um projeto mais amplo de modernização conduzido pelo Consórcio Ótimo e Sintram, com foco em experiência do passageiro, inovação e confiabilidade. Ele substituiu a antiga plataforma por um sistema totalmente online, com validadores amarelos, recargas processadas em minutos e possibilidade de bloqueio instantâneo de cartões roubados ou extraviados.
De acordo com Rubens Lessa, presidente do Sintram e Consórcio Ótimo, a adoção dessa tecnologia também ajuda a proteger o equilíbrio do sistema.
“Quando o controle das gratuidades se torna mais preciso, reduz-se o espaço para fraudes e para o uso indevido dos benefícios, o que preserva recursos e fortalece a confiança no transporte metropolitano. Do ponto de vista institucional, isso é importante não apenas para as empresas operadoras, mas também para os próprios passageiros, que contam com um sistema mais confiável, transparente e aderente às regras de uso”.














